Crianças Também Sofrem de Ansiedade

  • Por admin - 18 Abril 2017 - Infantil

Como a ansiedade se manifesta nas crianças?

Crianças podem ser ansiosas tanto por característica de sua personalidade como por consequência de eventos fortes em suas vidas como frustrações, sustos, etc. Os sintomas podem ser: choro sem explicação, acordar no meio da noite com sobressalto, reações abruptas a pequenas coisas, mudanças nos hábitos alimentares, “manhas”, apego exagerado com um dos pais, medos sem sentido, etc.

Sinais de que a criança precisa de ajuda com a ansiedade:
Estas são as chamadas “ansiedades boas”, esperar ansiosamente pela festa e preparar a criança para lidar com as situações da festa. Não é necessário intervenção para estes casos. Mas para crianças que apresentam os sintomas mencionados na pergunta acima é necessário conversar com a criança, oferecer acolhimento e caso os pais não consigam ajuda-la procurar um psicólogo.

O que causa essa inquietação?
A vontade de ser aceito, de fazer as coisas bem feitas, de não errar, medo de perder a festa, de não dar tempo para brincar, etc., tudo isso causa inquietação – que em níveis mais elevados passa ser chamado de preocupação, medo ou pânico, conforme a intensidade.

Como ajudar a criança?
Identificando qual é a cognição, ou seja o que ela pensa que a deixa ansiosa, qual seu medo, e mostrar que há caminhos que podem ser trilhados passo a passo e que não há problema algum em errar, pois a vida é feita de aprendizados. Caso os pais não consigam sozinhos, um psicólogo infantil pode ajudar. Ajude seu filho a lidar (e crescer!) com grandes perdas ou mudanças.

Muitas vezes, a morte de um bichinho de estimação ou a perda de um avô podem atrapalhar o desenvolvimento da criança e até o aproveitamento escolar. É possível preparar a criança para resistir e superar esse tipo de trauma.

* Morte de um parente ou amigo:
Espaço Crescer : Mais importante do que as palavras a serem ditas é o como colocar para criança. O tom de voz deve ser de acolhimento, mas não de extrema dor pois a criança pode interpretar que esta situação é impossível de ser superada. Acolher significa respeitar o sentimento da criança que algumas vezes pode surpreender pelo fato de não haver muita demonstração de sofrimento – pode até ser que a criança já esta considerando o fim da vida como algo natural, pode ser que ela ainda não tenha entendido as implicações e o significado da morte ou pode ser que esteja “engolindo”, sofrendo sozinha sem conseguir compartilhar. Reconhecer o sentimento da criança é uma arte a ser desenvolvida.
A religião pode ajudar numa situação desta. Caso a família tenha alguma crença este é um momento importante para iniciar o entendimento da morte em sua religião.

Insisto em afirmar que a postura dos pais é mais importante do que as palavras que devem ser ditas – o próprio exemplo será fundamental, a criança aprenderá muito a lidar com a morte e seguirá reproduzindo a postura dos pais.

Rituais são importantes. Convidar a criança a participar da missa, das orações, dos momentos onde lembrarão dos bons momentos vividos com aquele parente que morreu ajuda a lidar com esta passagem.

*  Morte de um bicho de estimação:
Espaço Crescer: Idem acima, pois para criança pode não haver muita diferença da carga emocional envolvida em perder um amigo e seu animal de estimação.

*  Mudança de cidade:
Espaço Crescer: Deve-se explicar o porque e para que esta mudança está ocorrendo. Incluir na conversa o quanto esta mudança é importante para os pais e tudo o que pode-se tirar de bom desta oportunidade como por exemplo conhecer novos amigos, ir para um local onde o clima seja mais favorável, etc.

*  Mudança de escola:
Espaço Crescer: Idem resposta acima, pois trata-se de mudanças que afetarão a rotina, o ambiente, etc.

*  Separação dos pais:
Espaço Crescer: Deixar bem claro que mesmo que não seja possível que as coisas continuem 100% iguais, os pais tentarão de tudo para que sua vida não seja tão afetada. Explicar, na medida do possível e do que seria razoável conforme a idade da criança, os motivos da separação deixando claro que a responsabilidade por isto não é da criança – não mencione esta frase pois os pais poderão sugerir uma ideia que não necessariamente viria a mente da criança.

Wanessa Berba CRP 05/43469